DOENÇAS TROPICAIS - LEISHMANIOSE

 

 

A Leishmaniose é uma doença infecciosa, de evolução que tende a ser crônica, provocando aparecimento de feridas
na pele e em alguns casos destruindo a cartilagem do nariz e o interior da boca e garganta, e é causada por protozoários
de gênero Leishmania.

É transmitida pela picada das fêmeas de mosquitos flebotomídeos, principalmente do gênero Lutzomya, conhecidas
popularmente como "birigüi", "mosquito-palha", "corcudinha", etc.

Os primeiros sintomas surgem após um período que varia de 10 dias a 3 meses.

A penetração dos parasitas determina uma lesão cutânea na região da picada, que se caracteriza por uma ferida de
aspecto pápulo-eritematoso ou furunculóide ou pápulo-ulcerado, que fecha muito vagarosamente. Podem aparecer
dezenas de feridas que deixam cicatrizes muito marcantes no rosto, braços e pernas.

Depois de anos, se não tratada a doença, há comprometimento da mucosa oronasal e faringeana, e o nariz e a boca
podem ficar desfigurados ou destruídos.

Os métodos laboratoriais usados para diagnóstico da LTA podem ser divididos em dois grupos: Métodos de
demonstração do parasita:



Métodos indiretos ou imunológicos:


O tratamento é feito com o objetivo de obter a cura clínica dos doentes, evitar recidivas e evolução das formas cutâneas
para muco-cutâneas e prevenir o aparecimento de lesões mutilantes. A droga de primeira escolha para todas as formas
clínicas da leishmaniose é o antimonial pentavalente conhecido por glucantime. A droga é de fácil aplicação com poucos
efeitos colaterais e baixa toxicidade. Como efeito colateral pode ocorrer dores musculares e articulares, náuseas, dores
abdominais, febre, dor de cabeça. Geralmente, estes sintomas são discretos e não exigem a suspensão do tratamento.
A posologia varia de idade para idade.

Maiores informações nos sites: www.sucen.sp.gov.br e www.portal.saude.gov.br